domingo, 21 de novembro de 2010


SIMBOLISMO DOS INSTRUMENTOS
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Embora não haja documentação que o comprove, deve-se admitir que os Maçons Operativos, os franco-maçons, usavam seus instrumentos de trabalho como símbolos de sua profissão, pois caso contrário não se teria esse simbolismo na Maçonaria Moderna. A existência desse simbolismo é a mais evidente demonstração de que houve na Inglaterra, contatos diretos entre os Maçons Modernos e os franco-maçons profissionais, e demorados o suficiente para que essa transmissão se consolidasse. O excerto do Ritual de Emulação, também o comprova.(*)
O trabalho dos franco-maçons, limitava-se aos canteiros de obras e à construção em si. Os instrumentos que eles usavam eram o esquadro, o compasso e a régua para determinar a forma exata das pedras a serem lavradas, o maço e o cinzel, para dar-lhes a forma adequada, e o nível e o prumo, para assentá-las com perfeição nos lugares previstos na estrutura da obra. Eram, portanto três diferentes grupos de instrumentos, cada qual representando uma etapa da obra, a saber: a medição ou a determinação do formato das pedras, o desbastamento das pedras para dar-lhes a forma adequada e finalmente a aplicação das peças lavradas na construção do edifício.
Cada trabalhador tinha para sua tarefa, instrumentos apropriados que indicavam a especialidade de cada um. Os Mestres mediam e transmitiam suas instruções aos aprendizes, estes executavam as instruções dos Mestres, e os Companheiros aplicavam os trabalhos dos aprendizes na estrutura da obra.
                                               
Na Maçonaria Moderna esse simbolismo material perdeu o seu sentido. Os novos francomaçons-aceitos atribuíram um sentido mais nobre e mais sofisticado àqueles instrumentos, que passaram não mais a significar etapas do preparo de uma pedra ou de uma estrutura física material, para passar a simbolizar as diversas etapas da evolução do espírito humano rumo à perfeição interior.
Aqueles diversos grupos de instrumentos devem agora indicar os diversos graus do avanço individual do neófito rumo à perfeição moral. Esse processo deve começar num primeiro degrau, pela determinação ou programação das metas do comportamento moral a atingir. Essa etapa inicial será seguida em um segundo degrau, pelo trabalho de burilar o espírito e amoldá-lo aos projetos morais idealizados no degrau anterior. A terceira etapa se destina à aplicação de todo esse trabalho, de aperfeiçoamento individual ao projeto social que todo Maçom deveria ter em mente, o de melhorar o nível de moralidade de uma sociedade que a cada dia mais se desagrega.
Como nem todos os homens são iguais em sua capacidade interior de chegar à perfeição, o percurso desses degraus não se mede por tempo despendido, mas sim pelos esforços pessoais, de acordo com a potencialidade de cada neófito. O avançar na senda da perfeição, será mais lento ou mais veloz de acordo com a capacidade e o esforço pessoais.
Esse é o grande simbolismo dos instrumentos maçônicos, traçar o caminho da luta por uma sociedade melhor, mais justa e mais solidária.

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